sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Piano

Hoje vou morrer...
Não de tristeza, mas de passagem
Apagar em segundos,
Renascer em um novo mundo;
São tantas idéias, inspirações
lembranças...
Vou me perder entre papéis,
Brincar de esconde-esconde com as idéias,
E deixar de amar pessoas incomuns
"- O mundo está cheio delas"
e eu, também,
Alguém cujo sorriso
Apresenta uma terceira má intenção embutida
E cuja vida, é um desastre.
Hoje vou correr entre as flores,
Sentir o gosto doce da aurora,
Correr para água...
Pintar o arco-íris,
Deixar que o mundo gire como há muito tempo não fazia.
Aprendi com a paciência,
que não existe tão bela a inocência 
como a nossa;
Somos capazes de fabricar um mundo 
Quando amamos alguém,
E tudo é bom, e tudo é tão rápido,
E tudo isso não passa de nada...
Nada além de você, e sua pobre ilusão.
Seu coração e corpo fechados
Com a chave perdida na bagunça,
Na bagunça do seu quarto...
Te amei como um bicho
Encomendei minha morte sem saber
E se, as palavras não existem mais,
se elas fogem,
Foi porque você as deixou escapar,
Por uma janela de fogo.
Te quero longe,
Longe de mim, longe da minha inútil existência
Hoje vou brincar na chuva
Sentir a água escorrer entre dedos,
Assim como senti minha vida...
E, em relação as despedidas,
Nada além de curvas 
Difíceis de contornar
Como o nome a dar
a essa inútil poesia.

2 comentários:

  1. Amei seu texto vc sabe que sempre vou ser uma admiradora de seus textos,que sempre vou incentivar vc..continue assim..bjs

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